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Manual básico de culturas de alimentos vivos para iniciantes

Submitted by carlos eduardo on Tuesday, 15 July 2008No Comment

1 - Enquitréia ou minhoquinha

A enquitréia (Enchytraeus albidus), também denominada minhoquinha, é um pequeno verme branco e como as minhocas, um Annelida e Oligochaeta. Pode atingir de 2 a 2,5cm de comprimento, sendo um ótimo alimento, principalmente para peixes e anfíbios, que muito o apreciam.

Cria e reprodução

Sua criação não apresenta problemas, podendo ser feita com facilidade. Basta colocarmos alguns desses vermes dentro de uma caixa de vidro, plástico, madeira ou outro material, exceto metal. Até mesmo vasos de flores, com terra úmida mas não encharcada e com uma tampa de vidro, servem para criá-los.
Após alguns dias, 6 ou 8, já aumentaram bastante e em aproximadamente 40 dias, podemos começar as coletas, pois esse verme é hermafrodita e se reproduz em grandes quantidades e com muita facilidade e rapidez.

As caixas ou vidros devem ser mantidos em locais frescos, úmidos e escuros e com terra sempre úmida, mas não encharcada, como já mencionamos. A temperatura indicada é de 12 a 15°C, no máximo. É preciso, no entanto, que essas caixas possuam, no fundo, uma camada de terra, cuja composição pode ser:

- esterco úmido - 2 partes mas sem terra ou argila ou, então, terra vegetal; e areia - 1 parte.

Ao prepararmos essa camada, devemos nos lembrar de que esses vermes vivem, normalmente, em terra vegetal ou húmus, matéria em decomposição, debaixo de camadas de detritos orgânicos, folhas caídas, etc.

Colocamos, depois, uma colher das de sopa, cheia, com alimento abaixo indicado, distribuído em pequenos montinhos em cada caixa. Feito isso, introduzimos os vermes e depois cobrimos tudo com uma fina camada da terra da cama e, sobre ela, colocamos uma tábua fina ou uma placa de vidro cobrindo-a em toda a sua extensão.

Alimentação

Vários são os alimentos indicados para as enquitréias. Entre eles temos o pão umedecido, cereais cozidos, aveia misturada com leite, restos de verduras, vegetais fervidos para formar um caldo, pão branco molhado no leite, etc.

Os alimentos que não forem consumidos em 2 ou 3 dias devem ser retirados da caixa e substituídos por outros alimentos frescos, para evitar que causem problemas, inclusive destruindo toda a cultura.

Como para outras culturas de vermes, também para as enquitréias é aconselhável o criador possuir várias caixas de criação, para que as vá aproveitando racional, gradual ou alternadamente e ao mesmo tempo, para que haja uma segurança de continuidade na criação, caso uma ou mais delas apresente algum problema como, por exemplo, contaminações ou mesmo que seja destruída.

Como as enquitréias resistem vivas, por algumas horas, na água salgada, são indicadas também para a alimentação de muitos peixes marinhos, como os de corais, principalmente durante a sua adaptação a aquários.

Esses vermes, no entanto, não devem ser dados indiscriminadamente, como alimento único, pois provocam obesidade, principalmente nos peixes de criação. São mais indicadas para substituir outros alimentos em falta ou para variar a alimentação dos animais.

2 - Tubifex ou verme do lodo

Redação RuralNews

O tubifex (Tubifex rivulorum) ou verme do lodo, como a minhoca, pertence ao Filo Annelida e à classe Oligochaeta. É um verme ou “minhoquinha” vermelha, fina como um fio, medindo de 1 a 5cm de comprimento e que produz um tubo no qual vive e se esconde ao menor sinal de perigo.

Considerado um dos melhores alimentos, principalmente para peixes de aquário, tanto de água doce quanto de água salgada, é muito rico em gorduras. Tem, no entanto, um defeito grave que é o de eliminar, junto com as fezes, uma substância ácida que pode fazer baixar o pH do ambiente ou da água, tornando-a mais ácida. Por esta razão, antes de ser colocado para os animais, deve ser bem lavado e posto em pequenas quantidades no aquário, para que seja ingerido o mais rapidamente possível.

O melhor é colocar os tubifex em comedouros especiais, dos quais vão saindo aos poucos, sendo logo devorados pelos peixes ou outros animais aí existentes. Devem ser dados aos peixes somente duas vezes por semana.

Para peixes e outros animais muito pequenos, os tubifex podem ser picados em pequenos pedaços, de acordo com o tamanho dos animais que os devem comer.

Como são vermes que vivem principalmente em esgotos e em lamas, locais esses sempre contaminados ou poluídos, não devemos segurar os tubifex diretamente com as mãos. Devemos, para isso, segurá-los com luvas ou com pinças, para evitarmos algum possível problema, como infecções nas mãos.

Os tubifex vivem normalmente em colônias de centenas ou de milhares de indivíduos movimentando-se sem parar, em esgotos, areias ou lodo, nos quais se enterram, desaparecendo ao menor perigo.

O melhor é comprá-los em casas especializadas, nas quais são encontrados sempre mais limpos. Só devem ser dados vivos aos animais, o que é fácil de se verificar, porque os vivos são vermelhos, enquanto que os mortos ficam brancos.

A grande maioria dos peixes come tubifex com avidez, tanto vivo e inteiro, quanto em pedaços (para os menores). Também as rãs, sapos, salamandras e outros animais os apreciam bastante. É um dos alimentos vivos mais comumente usados para a alimentação de um grande número de animais.

Coleta

Pode ser encontrado e capturado com facilidade em seu ambiente natural, ou seja, esgotos e outros locais, dentro da lama, mas sempre em locais ricos em matéria orgânica e bem arejados. Vários são os métodos utilizados para a captura como, por exemplo, os seguintes:

- pegamos uma certa quantidade de lama e a examinamos para verificarmos a existência de tubifex e a sua quantidade. Fazemos, então, pelotas com essa lama e as deixamos. No dia seguinte, elas estão secas por fora e os tubifex se reúnem, formando uma verdadeira bola em seu interior. Abrimos, depois, a lama e retiramos os vermes, uma verdadeira massa ou novelo bem limpo. Esta é também uma forma para conservarmos tubifex por muitas semanas, desde que a lama seja molhada, sempre;

- Retiramos uma certa quantidade de lama e a lavamos com água, de preferência com um esguicho fraco. A lama vai saindo aos poucos com a água e os vermes vão ficando no recipiente em que colocamos a lama. É preciso, no entanto, que a lama seja colocada em uma vasilha com fundo de tela bem fina, para que os vermes não passem por ela e se percam;

- Colocamos a lama sobre uma superfície quente. O calor vai se irradiando de baixo para cima e os vermes, quando o sentem, vão subindo para a superfície, sendo capturados com facilidade.

3 - Tenébrio ou larva japonesa - alimento para muitos animais

O tenébrio (Tenebrio molitor) é um besouro preto, que não voa e pode ser encontrado com facilidade em moinhos, armazéns e depósitos de cereais e subprodutos como farinhas, farelos, etc. Isto é revelado claramente até no nome deste inseto pois a palavra molitor, em latim, significa moleiro, ou seja, aquele que trabalha em moinhos.

É um excelente alimento para um grande número de animais, entre os quais rãs, sapos, tartarugas, lagartos, camaleões, salamandras terrestres, peixes, cobras, macacos, pequenos mamíferos e pássaros, não só insetívoros mas também omnívoros e frugívoros, principalmente quando estão criando os filhotes, que necessitam de muita proteína na sua alimentação.

São muito prolíficos, reproduzindo-se com rapidez e em grandes quantidades, além de serem de fácil criação. Por estes motivos, são de muita utilidade na criação e alimentação ou manutenção de um grande número de animais.

Esse besouro mede 15mm de comprimento e, como já mencionamos, não voa, o que facilita mito a sua criação, manejo e controle. Suas larvas são muito grandes, podendo atingir 3cm de comprimento, o que é uma outra grande vantagem que o tenébrio apresenta. Estas larvas são parcialmente brancas, passando a amarelo escuro brilhante. Suas ninfas medem 15mm de comprimento e são branco amareladas.

A composição da carne de larva de tenébrio é a seguinte:

Umidade 5,49 %
Proteínas 7,98 %
Gorduras 26,24 %
Carboidratos 57,57 %
Cinzas 2,72 %

Fonte: Cães & Cia

O tenébrio, no entanto, não deve ser dado como alimento único, durante longos períodos, porque sua carapaça quitinosa dura, é um tanto indigesta. Depois de algum tempo, certos animais como os camaleões, por exemplo, se recusam a comê-lo, enquanto que outros, podem apresentar distúrbios digestivos.

As larvas e as pupas do tenébrio, no entanto, não apresentam esses inconvenientes e podem ser dadas à vontade, pois são um excelente e nutritivo alimento, muito apreciado pelos animais já mencionados, especialmente peixes como os caracídeos, rainbow caracins (Phenacogrammus interruptus), o borboleta (Pantodon buchholzi) e o arqueiro (Toxotes jaculator).

4 - Gafanhotos podem ser utilizados como alimentos vivos

Redação RuralNews

Os gafanhotos pertencem à classe insecta, à sub-classe pterigota e à ordem Orthoptera, com 20.000 espécies e à sub-ordem Acridoidea, composta pelos gafanhotos.

No Brasil, temos a espécie migratória Schistocerca paranensis, famosa por sua voracidade destrutiva quando, em nuvens de milhões de indivíduos, vindos do charco boliviano, assola os estados do Sul, chegando ao Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.

Outro gafanhoto existente no Brasil é o Schistocerca australis que se constitui em uma praga do algodoeiro. A mais famosa e voraz das espécies, no entanto, é o Schistocerca gregaria, o gafanhoto que constituiu a sétima praga do Egito, como nos ensina a Bíblia mas que, felizmente, não existe no Brasil.

Animais que podem comer gafanhotos

Os gafanhotos são um excelente alimento para rãs, sapos, lagartos, tartarugas, camaleões, jacarés, crocodilos, peixes maiores, etc. Também, muitos pássaros os apreciam, mesmo não sendo insetívoros, como as garças e outros grandes pássaros, principalmente quando estão com filhotes, pois estes necessitam de proteínas para o seu crescimento. Além desses animais, alguns mamíferos, como alguns primatas, como os sagüis e alguns animais de terrário têm como alimentos principais justamente esses insetos.

Na prática, os gafanhotos são apreciados por quase todos os animais de aquários. Podem ser fornecidos como larvas, adultos vivos ou então, depois de mergulhados na água fervendo e picados em tiras. Pelo exposto, podemos verificar a importância que podem desempenhar os gafanhotos na alimentação de muitos animais.

Coleta e criação de gafanhotos

Os gafanhotos podem ser coletados “no mato” e utilizados para variar a alimentação de muitos animais, o que permite obter melhores resultados com as criações. Eles são encontrados em grande número e podem ser capturados com uma “armadilha” especial, composta de uma caixa de madeira ou plástico, com uma tampa e uma cordinha. Devemos colocar dentro da caixa um punhado de grama, para evitar que os gafanhotos se machuquem, brigando uns com os outros.

A criação de gafanhotos é relativamente fácil, desde que lhes proporcionemos instalações adequadas, uma boa alimentação e um bom manejo. Isto permitirá uma boa produção durante todo o ano.

A criação é feita em caixas, medindo 50×30x30cm. Em locais de clima frio, é necessário a instalação de aquecimento artificial, utilizando-se uma lâmpada fixada ao teto da caixa. É aconselhável que a temperatura seja mantida, sempre, no mínimo a 28ºC.

Em uma criação de gafanhotos devemos ter sempre grupos de 3 tipos diferentes de caixas: uma para a reprodução, outra para a eclosão e recria e uma terceira para depósito dos gafanhotos que vão ser utilizados na alimentação dos animais.

5 - Plancton – alimento para peixes e outros animais

Redação RuralNews

O plancto é composto principalmente por plantas como algas e as diatomáceas e grande quantidade de animais muito pequenos e em geral microscópicos, como protozoários, crustáceos, moluscos, vermes, larvas de esponjas, etc. e que se encontram flutuando, livres, à deriva nas águas dos mares.

Também as águas doces possuem o seu plancto, formado por seres animais como os cladóceros, rotíferos, protozoários, etc., que formam o zooplancto (plancto animal) enquanto que os vegetais como as algas formam o fitoplancto (plancto vegetal).

Devemos levar em consideração, ainda, que quando coletamos água com plancto, os zoo e fitoplancto vêm misturados e, com eles, outros elementos animais como, por exemplo, larvas de mosquitos, de peixes em sua primeira fase após a eclosão, de moluscos, vermes, etc.

O plancto varia, não só na sua composição em relação aos elementos animais e vegetais que o compõem mas, também, quanto ao número desses seres em um mesmo volume de água. Logicamente, isso influi na alimentação dos animais que o ingerem, como os peixes, por exemplo, pois os elementos planctônicos variam de algumas centenas a alguns milhares, por centímetro cúbico de água.

No caso dos peixes, bastam 10 a 20 microcrustáceos existentes no plancto, para alimentar um alevino (filhote), durante 24 horas. De um modo geral, os animais que se alimentam com plancto começam comendo os seres menores e depois, à medida que vão crescendo passam a comer, gradativamente, os de tamanhos cada vez maiores.

Os organismos animais do plancto se alimentam de algas clorofíceas e de bactérias, que são de origem vegetal. Os elementos vegetais do plancto, ou seja, o fitoplancto, como as algas, por exemplo, extraem sua alimentação através da fotossíntese, diretamente da água, sob a forma de sais minerais, do que resultam, principalmente, gorduras e muito pouco amido.

Entre os animais que se alimentam do plancto, temos quetognatos, pequenos crustáceos, etc. e, de larvas de moluscos, os equinodermos e anelídeos.

Coleta do plancto

Para isso, podemos usar uma rede em forma de cone ou de um puçá, fabricado com um tecido de trama bem fechada e que deve ser pendurado por uma cordinha de náilon a um cabo longo mas leve, de madeira, bambu, plástico, etc.. Esse puçá é mergulhado na água em que existe o plancto.

6 - Caracóis, caramujos e lesmas

Dr. Márcio Infante Vieira

Caramujos são moluscos aquáticos de águas doces, salobra ou salgada, enquanto que os caracóis são terrestres, embora todos se pareçam, principalmente devido à concha que possuem.

Os caracóis servem de alimento para um número relativamente pequeno de animais, embora alguns, como o lagarto Dracaena guianensis ou teju, só se alimentem com esses moluscos. Também os lagartos Teju teguixin e o Teju nigropunctatus, às vezes, comem esses caracóis.

Podemos encontrar pequenos caracóis durante todo o ano em jardins, hortas, embaixo de pedras, em muros, nas plantas, etc., em geral à noite, pois durante o dia eles se escondem do calor e do sol. Com uma lanterna, podemos fazer uma boa “caçada”, em uma só noite.

Os grandes peixes como os ciclídeos, por exemplo, os devoram com avidez, principalmente se, primeiro, os retirarmos de sua concha. Podemos, também, ferver os caracóis em água, retirá-los da concha e dá-los, picados, aos peixinhos menores. Esses caracóis podem ser mantidos em terrários, durante vários meses, desde que lhes forneçamos alimentos adequados como folhas de alface ou alimentos secos. Como exemplos, temos o Bulimus ovatus, o B. melanostomus, B. taunayi, conhecidos como bulimo, aruá, etc.

Lesmas

São moluscos considerados parecidos, externamente, com os caracóis e caramujos, mas não possuem a concha típica desses últimos. São encontradas principalmente em épocas chuvosas tornando-se, às vezes, verdadeiras pragas, atacando hortas, jardins, plantações, etc.

As grandes lesmas têm um pequeno número de animais de terrários, aquários, etc., que as consomem, por exemplo, algumas cobras terrestres e algumas grandes tartarugas.

As lesmas pequenas como a Agriolimax agrestis, por exemplo, são apreciadas por um grande número de animais como rãs, sapos, tartarugas, salamandras e pequenos lagartos, além de até mesmo certos vermes de movimentos lentos.

Essas lesmas pequenas podem ser encontradas em grande quantidade em pequenos lagos, tanques, açudes, valetas, etc., principalmente em períodos chuvosos. Sua coleta deve ser feita, de preferência, à noite. É comum elas aparecerem em grande número, uma verdadeira praga, atacando hortas, jardins, plantações, etc., causando muitos prejuízos.

As lesmas pertencem aos gêneros Vaginulus e Limax. Como exemplo de lesmas temos, no Brasil, entre outras, a Vaginulus taunayi, que é grande e de coloração verde pulverulento.

7 - CARAMUJOS DE ÁGUA DOCE

Redação RuralNews

São moluscos univalves, isto é, somente uma concha. São um bom alimento para um grande número de animais de aquário e de vivário. É preciso, porém, muito cuidado na escolha da espécie dos caramujos a serem criados, pois muitos deles podem transmitir doenças como a esquistossomose, por exemplo.

Não aconselhamos criar caramujos dentro dos mesmos aquários em que se encontram os animais como, por exemplo, os peixes que vão alimentar, porque isso acarreta uma série de inconvenientes, entre os quais:

- eliminam grande quantidade de excrementos;

- comem as algas que servem de alimentação para alguns peixes;

- comem brotos, raízes e plantas, prejudicando a decoração e as condições do aquário;

- quando morrem, sua concha, que é calcária, alcaliniza a água que fica “dura”;

- como são muito prolíficos, morrendo em grande quantidade, podem poluir a água, baixar o seu pH e aumentar o seu teor de gás carbônico;

- comem ovos de peixes;

- alguns respiram na água, competindo com os peixes e as algas, pelo oxigênio nela existente.

Pelos motivos expostos, cremos que o melhor é criar os caramujos em aquários ou tanques separados, especiais para eles. Alguns caramujos são pulmonados, isto á, possuem pulmão e respiram o ar atmosférico.

Damos, a seguir, alguns caramujos que podem ser criados para a alimentação de animais diversos, principalmente peixes.

Caramujo vermelho - Planorbis corneus. Sua concha é em espiral, medindo 2cm de diâmetro. É o mais difundido no Brasil. É albino. Sua cor é aparente, pois o vermelho que apresenta é a cor do seu sangue, visto por transparência. É ovíparo e muito prolífico, ocupando todo o aquário em pouco tempo.

Coloca seus ovos sobre os vidros ou paredes do aquário onde, com uma lente, podemos observar o interior e o desenvolvimento desses ovos. A eclosão se realiza em 10 dias. Come algas que se encontram sobre as folhas e ainda danifica as plantas, além de devorar, também, os ovos dos peixes. Seus ovos e filhotes são um bom alimento para peixes. Podemos amassá-los pois são, assim, uma boa alimentação, muito apreciada por um grande número de animais.

Fisa - Physa acuata. É cinzento, bem pequeno e possui a concha ovalada, com apenas 1cm de diâmetro. Não prejudica as plantas como o Limnaea, com o qual é confundido. Muito prolífico, seus filhotes são um bom alimento para peixes e outros animais. Movimenta-se de forma interessante dentro da água, na vertical, subindo e descendo como se houvesse uma parede invisível pela qual estivesse deslizando com muita facilidade.

Ampulária - Ampullaria cuprina. Muito grande, sua concha atinge 10cm de diâmetro. Deve ser criado em aquário especial, mas que tenha uma tampa, para que ele não fuja. Desova fora do aquário. Limnaea stragnalis. É grande, atingindo 6cm de comprimento. Ovíparo, bota seus ovos nas folhas das plantas. A eclosão ocorre 30 dias após a postura. Prefere temperatura de 28 ºC.

Melanoides tuberculata. Originário do Egito, possui o hábito de enterrar-se na cama do aquário, onde elimina as suas fezes, adubando as plantas. Sua concha é verde-claro, com listas horizontais marrons avermelhadas. É em forma de espiral bem comprida. É ovíparo, alimenta-se de algas e não prejudica as plantas. para a produção de cada uma das sucessivas gerações.

8 - Mosca drosófila para alimentar rãs, peixes e outros animais

Redação RuralNews

As drosófilas, ou moscas da banana, são um excelente alimento para diversos animais como rãs, peixes, inclusive os marinhos, lagartixas, lagartos, etc. Medem alguns milímetros apenas, de comprimento, sem as asas.

Criação

Podem ser criadas com facilidade. Para isso, basta prendê-las em um vidro de boca larga e com uma tampa de pano ou tela de malhas bem finas, para que entre o ar mas não deixe passar as moscas. No fundo desse vidro deve ser colocada uma pasta de banana amassada com aveia e à qual são juntadas algumas gotas de violeta genciana, para evitar que mofe. A temperatura indicada como a melhor é de 25 ºC.

As larvas são daí tiradas e lançadas ao peixes, rãs ou outros animais, que as devoram avidamente. Os insetos adultos são mais apreciados, ainda, por aqueles animais.

Existe uma mutação de drosófila, com asas atrofiadas, melhor para criar e para fornecer como alimentos, porque não voam, sendo mais fáceis de serem manejadas e capturadas pelos animais. Sua criação, no entanto, não é tão produtiva quanto a da mosca normal.

São alimento quase indispensável para uma série de animais como, por exemplo, pequenos sapos e rãs, camaleões recém-nascidos, Phelsuma, bem como para beija-flores, etc.

Coleta para iniciar a criação

Para capturar as primeiras moscas para a criação, basta deixar um frasco aberto, com banana dentro, ao ar livre ou em uma panela, pois as moscas entrarão nele e serão capturadas. É aconselhável, no entanto, que seja colocado, na boca do frasco, um papel com 2 ou 3 pequenos furos que permitam a passagem das pequeninas moscas da banana, mas não de outras moscas maiores. Dessas “armadilhas”, elas devem ser transferidas para os frascos de criação, já descritos anteriormente.

A reprodução dessas moscas é muito rápida e 8 dias depois já começam a surgir as primeiras moscas, nascidas das pupas. Levam 14 dias para atingir a idade adulta ou maturidade sexual, ficando aptas à reprodução. Para que haja continuidade na criação, é necessário que sejam preparados frascos para a produção de cada uma das sucessivas gerações.

9- ARTÊMIA - ALIMENTO VIVO PARA PEIXES E ALEVINOS

Redação RuralNews

A artêmia é um pequeno crustáceo ou camarãozinho classificado no Ramo Arthropoda, Classe Crustácea, Sub-família Branchiopoda e Ordem Anostraca. Mede de 8 a 10mm de comprimento e sua cor pode ser vermelho claro, rosado, cinza claro, cinza escuro ou castanho dourado, variando de acordo com o meio em que vive e os alimentos que ingere. Possui uma bioluminescência em torno do corpo.

Vive normalmente em lagos e lagoas de água salgada ou salobra e, em maior número, quando as águas são de maior salinidade. Pode, no entanto, viver em águas preparadas artificialmente ou mesmo em águas doces, durante algum tempo.

É um dos melhores alimentos para alevinos e peixes novos, logo que termina a reserva alimentícia do seu saco vitelino, pois é muito rica em proteínas.

Muito prolífica, reproduz-se com bastante facilidade e rapidez. Seus ovos, quando secos, podem ser conservados durante 10 anos, estando sempre aptos a eclodirem, desde que sejam colocados em uma água salgada.

Uma boa fórmula para o preparo da água, para a criação de artêmias é: água- 100 litros; sulfato de amônia- 100g; superfosfato de cálcio- 20g; uréia- 20g.

Podemos usar, também, outra fórmula: água- 1 litro; sal (cloreto de sódio)- 35 a 42g, o que significa uma solução de cloreto de sódio a 35 ou 42%. Outra fórmula é a seguinte: 1 colher de sopa de sal para 1 litro de água.

Depois de preparada a água, usar 1 colher de chá de ovos de artêmia para 10 litros dessa água. A temperatura da água deve ser de 24ºC no mínimo e a melhor, de 25 ºC. Acima de 27 ºC a eclosão ocorre em 24 horas, levando 8 ou mais dias, quando é inferior a 21 ºC. A densidade da água deve ser de 1.025 Be.

A artêmia nada sempre de dorso, com o ventre para cima, para a luz ou claridade do ambiente em que se encontra (telotaxia ventral). Além disso, nada em direção à luz.

O ciclo de vida da artêmia é o seguinte: ovo- antes da eclosão; náuplius- são as larvas após a eclosão; jovem- com 6 dias de idade e adulto, quando atinge 10 dias de idade. O tempo de vida da artêmia é de 6 a 12 meses.

A eclosão se realiza 24 a 48 horas após a colocação dos ovos na água, variando esse tempo de acordo com a temperatura da água, que deve ser de 24 a 27 ºC. Nascem, então, as pequenas larvas com 0,5mm, aproximadamente, sendo denominadas náuplius. Os náupilus podem viver várias horas na água doce, o que permite o seu emprego na alimentação de peixes e outros animais que vivam nesse ambiente.

Alimentação

A artêmia se alimenta de plancto, microalgas, fungos, mucilagens produzidas pelas algas, matéria orgânica, etc. Podemos dar-lhes, também, alimento artificial como amido sob a forma de maizena, farinha de peixe, de cerveja, etc.

As artêmias podem ser dadas sob 3 formas, como alimentos aos animais: já adultas: como náuplius ou então como ovos secos. Podemos fornecê-las a peixes de água doce, porque elas podem viver algumas horas nesse ambiente.

Podemos obter as artêmias das seguintes maneiras:

1 - adquirindo os ovos secos, nas casas especializadas e os dando como alimentos para peixes e outros animais;

2 - colocando os ovos na água, para eclodirem, o que resultará em náuplius e depois em artêmias adultas;

3 - fazendo a criação, o que nos permite obter os ovos e os animais.

Quando formos dar artêmias como alimentos vivos, devemos colhê-las com um puçá de pano ou de malhas finas, lavá-las e passá-las por um coador para separá-las, evitando que a água salgada em que vivem, seja colocada no aquário e altere suas condições, principalmente o pH da sua água, o que prejudicaria os peixes.
Outro cuidado a ser tomado é dar as artêmias em quantidades suficientes para serem consumidas em um só dia, evitando que morram no aquário. O aquário de criação deve ficar em local escuro ou sombrio, enquanto que o da reprodução, em um lugar bem iluminado para facilitar o desenvolvimento das algas que vão alimentar as artêmias.

10 - Larvários

Redação RuralNews

Os larvários podem ser simples ou mesmo rústicos e se destinam, não só a atrair insetos, mas também a proporcionar um meio para que eles se reproduzam da maneira mais fácil, prática e higiênica possível.

São, portanto, destinados à produção de larvas de diversas espécies de insetos, o que facilita ao criador, não só a captura dessas larvas, mas a sua produção regular e em grandes quantidades, economizando tempo e mão-de-obra, barateando, assim, os seus custos e evitando a possibilidade de falta desses alimentos.

Nada mais são, portanto, do que locais destinados à produção de alimentos vivos, principalmente larvas e nos quais colocamos matérias diversas para atrair os insetos, para que aí depositem os seus ovos dos quais, dentro de 3 a 4 dias, começam a sair as larvas que, facilmente, são capturadas aos milhares.

Esses larvários podem ser de vários tipos e modelos e nada mais são do que simples caixas ou bandejas de metal, madeira, plástico, alvenaria, cimento, fibrocimento, etc. apoiados diretamente no chão, no solo ou, então, sobre pés ou mesmo em estantes, dependendo do tipo de instalações a eles destinadas.

Quando ao ar livre, os larvários devem ter uma cobertura para que seja mantida, sempre, uma temperatura mais baixa e uma certa umidade em seu interior e para evitar a incidência dos raios solares e das chuvas, diretamente sobre as larvas e os materiais nele existentes, pois elas morrem quando em contato direto com o sol ou com a água.

Todos os larvários devem ter um esgoto para escoar os líquidos que delem saem e que não devem ficar à superfície da terra ou escorrer para dentro de águas, pois, certamente, as irão poluir.

Tamanho do larvário

Quanto ao seu tamanho, podem variar bastante, de 50 a 100cm de comprimento por 40 a 50cm de largura e beiradas de 10 a 15 ou mais cm de altura, quando eles são construídos no chão e de 20 a 25cm, quando são colocados sobre pés ou em estantes.

Material para colocar no larvário

São os mais variados, mas enquadrados em duas categorias: animais ou vegetais, sendo utilizados de acordo com os insetos que queremos atrair e cujas larvas desejamos produzir.

Entre os de origem animal, podemos destacar: carcaças de animais mortos, sacrificados ou abatidos; resíduos de abatedouros; peixes, ostras, mexilhões, etc.; resíduos de fábricas de produtos de origem animal; estercos úmidos de porco, boi, coelho, galinha, etc.

Entre os de origem vegetal temos as frutas: mamão, laranja, abacaxi, goiaba, etc., para atrair moscas e outros insetos que comem frutas, sugam seu caldo ou nelas botam seus ovos. Podemos utilizar como material de larvário, também, farelos e outros resíduos de cereais, inclusive pães velhos.

11 - Grilos como alimentos vivos

Dr. Márcio Infante Vieira

O grilo doméstico (Gryllus domesticus) necessita de uma temperatura elevada para viver, sendo muito sensível às baixas temperaturas. Este fato é de muita importância quando vamos fazer sua criação.

São bons alimentos para rãs, sapos, lagartos pequenos e médios, camaleões, tartarugas pequenas, salamandras, pássaros, principalmente para os das espécies insetívoras e também os omnívoras e frugívoras, com filhotes, pintinhos, filhotes de codorna, etc.

São encontrados principalmente em locais quentes como padarias, velhos fornos de tijolos e outros locais que se mantenham quentes ou que conservam algum calor, onde permanecem durante o dia, só saindo à noite.

Para “caçá-los” basta colocar armadilhas feitas com latas vazias, caixas de plástico, vidros vazios, etc., com um pedaço de pão ou de fruta, dentro, servindo de isca. Essa armadilha deve ficar encostada a uma parede, para que os grilos possam chegar à isca. Podemos, também, com o mesmo objetivo, fazer uma “ponte” com um pedaço de papelão, para que eles penetrem na armadilha.

Criação

Não deve ser feita em aquários de vidro, porque a produção é muito pequena. Para isso, é necessário que adotemos caixas de criação com características especiais incluindo, em climas frios ou em invernos rigorosos, um aquecedor e um termostato, para que a criação seja realizada em boas condições, durante todo o ano.

A caixa de criação deve ser de madeira e medir 70×50x25cm. Deve possuir 2 fundos (fundo duplo) com um espaço de 3cm entre eles. Nesse espaço será instalado o aquecedor. Por isso, deve ser aberto somente em uma das cabeceiras. As faces internas, entre os dois fundos, devem ser revestidas com uma folha de metal ou então de fórmica, devido ao calor irradiado pelo aquecedor. Uma das tampas da caixa pode ser de vidro, para proporcionar claridade.

Devemos colocar, no fundo da caixa, uma camada de terra, mas ela deve ser mantida sempre aquecida. A tampa da caixa deve ser dividida em 3 partes: a central, fixa e as 2 laterais, móveis, dando acesso ao seu interior.

A caixa de criação deve ter uma camada de 5cm no fundo, composta de 1/3 de calcário argiloso, 1/3 de húmus e 1/3 de areia fina, mas que deve ser mantida sempre aquecida. Podemos colocar sobre ela, uma camada de folhas secas, formando uma boa cobertura.

Para capturarmos os grilos, basta deixarmos garrafas vazias, durante a noite, dentro da caixa de criação. No dia seguinte, pela manhã, abrimos a caixa e imediatamente viramos as garrafas de boca para cima. Basta, depois, escolher os grilos que desejarmos para alimentar os animais.

Alimentação

Podemos dar aos grilos, como alimentos, frutas, alface, cenoura, ou farelo de pão seco, mas somente o suficiente para ser consumido em 24 horas.

Reprodução

As fêmeas botam os seus ovos alongados na cama de terra. A eclosão se realiza em mais ou menos 14 dias, deles saindo as larvas conhecidas como ninfas. Elas se desenvolvem rapidamente, atingindo a puberdade ou maturidade sexual com 8 semanas ou menos de idade.

12 - MEXILHÕES DE ÁGUA DOCE

Redação RuralNews

Os mexilhões de água doce pertencem a vários gêneros, entre os quais o Anodonta, Unio, etc., sendo encontrados normalmente em lagos, lagoas e mesmo em águas correntes como riachos e rios, em geral, com 2/3 da concha enterrada na areia.

São animais da Classe Pelecypoda (gr. Pelekys, machado + podos, pé = pé em forma de machado) e respiram por finas brânquias.

Como possuem o corpo mole embutido dentro de uma concha formada por duas partes, recebem a denominação de bivalves. Não possuem cabeça.

É um alimento muito rico em proteínas, servindo de alimentação, não só para grande número de peixes mas também para sapos, tartarugas, lagartos, etc. Estes últimos se acostumam a comer a carne de mexilhão colocada em comedouro ou mesmo em um simples preto ou pires.

Essa carne deve ser picada em pedaços ou fatias e misturada com ovo cru, servido somente para variar a alimentação de lagartas do gênero Egernia, Tiliquia e Heloderma.

Podemos fazer a coleta de mexilhões em seu ambiente natural e conservá-los vivos em aquários, por vários meses, desde que haja uma boa aeração, umidade e um local fresco. O melhor é mantê-los assim somente 3 a 4 semanas, porque há queda no seu peso e a sua carne perde em valor nutritivo.

Podemos, também, abatê-los em água fervendo, retirá-los das conchas e conservá-los congelados e picados, para serem dados, oportunamente, aos animais.

A IMPORTÂNCIA DOS ALIMENTOS VIVOS

Dr. Márcio Infante Vieira

Podemos dizer que um dos fatores mais importantes, talvez o mais importante numa criação é a alimentação e os alimentos vivos são de importância indiscutível para um grande número de animais cuja a alimentação é composta parcial ou totalmente desse tipo de alimento.

Os alimentos vivos podem ser animais ou vegetais e para que os animais que dependam dessa dieta viva é preciso fazer uma criação ou produção paralela.

Podemos citar as seguintes razões para a administração de alimentos vivos aos animais:

- possibilitar maior variação, o que excita o apetite dos animais, concorrendo para que melhorem seu estado físico, cresçam mais rapidamente e produzam mais;

- permite essa variação mencionada no item anterior, indispensável para alguns animais que, sem ela, não sobrevivem;

- melhora as qualidades nutritivas da alimentação, proporcionando maior variedade e melhor qualidade dos alimentos, tornando-a mais nutritiva e equilibrada;

- alguns animais, como certos peixes, por exemplo, não se reproduzem, se não lhes forem fornecidos alimentos vivos, pelo menos durante alguns dias antes da época de desova;

- muitos peixes e outros animais não apresentam toda a vivacidade de suas cores, se não se alimentarem de seres vivos;

- muitos animais, principalmente filhotes, como os de pássaros, por exemplo, não se desenvolvem bem se não ingerirem vermes e outros alimentos vivos;

- rãs, sapos e certos lagartos, por exemplo, só comem alimentos vivos;

- a alimentação dos animais fica muito mais completa, em sua composição, quando lhes são fornecidos, também, alimentos vivos.

Cremos que as razões mencionadas são o suficiente para mostrar, não só a importância dos alimentos vivos mas também que eles são indispensáveis e insubstituíveis, mesmo, em muitos casos.

14 - Salamandras

Dr. Márcio Infante Vieira

As salamandras são um bom alimento para tartarugas, grandes peixes, cobras d’água, outras salamandras, etc. Pertencem à Classe Amphibia e à Ordem Caudata ou Urodela (cauda visível).

As salamandras são originárias do Hemisfério Norte. No Brasil só existe uma espécie de salamandra, a salamandra-da-amazônia (Bolitoglossa altamazonica) medindo 10cm, de hábitos noturnos, não possui pulmão, tendo respiração cutânea e vive debaixo de troncos caídos e “podres”.

São geralmente venenosas, pois sua pele produz uma substância tóxica irritante. Por essa razão, não devem ser pegadas com a mão, principalmente quando esta possui algum ferimento. Não devemos, também, passar a mão na boca ou nos olhos, após lidarmos com estes animais.

Os alimentos para salamandras são insetos, larvas, tubifex, artêmias adultas, besouros, aranhas, enquitréias, minhocas, lesmas, tenébrio, etc.

Raramente se reproduzem em cativeiro, o que ocorre, em geral, quando macho e fêmea são capturados já adultos.

Devem ser mantidas em vivários ou mesmo caixas que possuam parte em água e parte seca, mesmo que seja representada por algumas pedras, apenas, para que as salamandras possam sair da água. Podem viver mais de 20 anos.

Variam muito de tamanho, desde as pequeninas, de alguns centímetros apenas, à salamandra do Japão (Megalobratrachus japonicus), a maior do mundo, com mais de 1m de comprimento. Variam de cores, podendo ser vermelhas, amarelas, pretas, azuis ou apresentando mais de uma cor no mesmo animal.

No seu ambiente natural, são encontradas em pequenas coleções de água, sendo fáceis de serem capturadas com uma rede ou puçá. Seu transporte também é fácil, bastando que sejam colocadas em uma caixa de isopor, por exemplo, sem água, mas com o fundo coberto por uma camada de capim ou grama bem molhada ou úmida, ou então de musgo. Quando secar ou começar a dar cheiro, essa camada deve ser substituída por outra. Em caso de necessidade podemos usar, também, uma camada de espuma de náilon, molhada, para manter a umidade.

fonte : ruralnews.com.br

15 - Infusórios:

São microorganismos (protozoários) os quais podem ser obtidos através da infusão de folha de alface em água envelhecida, folha está que deve ser seca ao sol. Colocar a folha de alface seca em um recipiente plástico, com mais ou menos 3 a 5 litros de água envelhecida (água retirada na troca parcial ou de uma sinfonagem do aquário), o recipiente deve ser colocado em um local com bastante claridade, podendo até tomar um pouco de sol (da manhã), apenas tomar cuidado para a água não aquecer em demasia. Em poucos dias já teremos os infusórios reproduzidos, formando verdadeiras nuvens devido a quantidade de microorganismos, a partir dai, podemos oferecer aos filhotes este excelente alimento. A maneira de oferecer os infusórios mais segura é fazendo uso de um conta gotas em pequenas quantidades de 2 em 2 horas.

16 - Microvermes p/ Carlos Beserra

O microvermes são criados em uma camada de um centímetro de aveia em pó (essa de mingau de crianças).

Deve-se sacudir o pote para nivelar e aspergir agua suficiente para umedecer a aveia, formando uma para com consistencia de mingau.

Não se deve colocar muita água, pois os microvermes já formam um meio úmido.

Para iniciar a criação basta ciolocarmos uma pitada da cultura antiga de microvermes ou conseguir isso com algum criador.

Os microvermes sobem pela parede do pote (será melhor se os potes forem retangulares ou redondos, facilitando a colheita com uma colher de plástico, um pedaçao de madeira tipo cabo de picolé ou mesmo com os dedos.

Enquanto a cultura estiver ativa, ou seja, após um ou dois dias os microvermes cobrem a superfície do pote e começam a subir pelas paredes. Quando pararem de subir (dentro de dois ou três dias) repetir a colocação de aveia ou neston.

A partir da terceira reposição, separar um pouco da cultura, lavar o pote e começar tudo de novo.

Como verão, a papa e os vermes se tornam indistintos, ou seja, você só consegue ver que há movimento na papa (salvo se usar uma lente de aumento), isso não se aplica aos vermes que sobem pelas paredes, que vão livres da papa e são os que se deve dar aos peixes. Há quem recomende colocar uma lâmina de vidro fincada no fundo do frasco, pois assim ao invés
de raspar as paredes você retira a lâmina com os vermes.

Pode-se também usar potes de o isopor, entretanto ele é rugoso e frágil para se raspar, podendo descamar e a cultura poderia se introduzir nas suas fissuras.

Uma cultura de microvermes, com três ou quatro potes, que é a quantidade que eu tenho, pelo rodizio de culturas dura indefinidamente, pois se usarmos somente 1 cultura, ela durará em torno de duas semanas com boa produção, e quando ela decair a produção, tendo outras culturas, essa será substituida por uma que está em franca produção.
É recomendável de 2 em 2 dias remexer a cultura com um pedaço de madeira, para retirar os gases da fermentação da aveia.
Os frascos para novas culturas deverão ser bem limpos para que não surja mofo.

17 - Dáfnias:

As fêmeas carregam os ovos em um saco. Os ovos são pequenos pontos escuros. As matrizes devem serem colocadas em um aquário de 60 litros. Devemos ter bastante luz para que a água fique verde, colocar material orgânico (fezes de peixe, galinha, pássaros, pequenas porções de fermento e folha de alface para alimento). o aquário também deve ter aeração. Apos a eclosão oferecer aos peixes.

As informações contidas nesse manual são um compêndio de pesquisas realizadas na Internet . Os autores e fontes das referidas informações encontram-se grafados embaixo dos sub-títulos indicativos .

Abraços

Lescanjr

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